domingo, 25 de novembro de 2007

Seres conscientes?

Lendo um o texto publicado pelo meu amigo Cláudio Vieira sobre a pesquisa que fizeram, me chamou a atenção o que ele falou sobre a consciência das pessoas que ele entrevistou.
Algumas pessoas são engraçadas mesmo, penso que a maioria, sabe o que tem que fazer, mas não faz, ou faz de forma errada.
Essa semana no condomínio onde resido, vi um tonel na portaria, dei uma olhada “ de canto” e notei que tratava de um recipiente para o depósito de gordura vegetal, um modo inteligente de reciclagem e que , acredito, vai render benefícios ao condomínio.Nem perguntei do que se tratava especificamente, já conhecia o projeto.
O fato é que na faxina semanal de sábado tinha uma frigideira com óleo no fogão, estava ali dando “aquela geral” e chegou a vez da frigideira. Pensei, o que é mais fácil: Jogar o resto do óleo ralo a baixo e acabar o serviço ou achar uma garrafinha pet, depositar o óleo, descer sete andares em um elevador lento, achar o porteiro, confirmar minha suposição e dar a minha contribuição para o planeta?
A minha consciência ambiental pesou nessa hora, claro que fiz o menos pratico, mas certo. Um, um dedo de óleo vegetal! Ainda bem que tinha uma garrafinha de 600 ml atirada pela cozinha, imagina se só tivesse de 2 litros?!
Desci, disposto a contribuir para as futuras gerações e perguntei para o porteiro, com a garrafinha na mão: “Aonde esta aquele tonel para depositar esse óleo que eu tenho aqui?”. “Tudo isso”, respondeu ele com um tom sarcástico. Como o pensamento é muito rápido, logo calculei, três blocos, sete andares cada com quatro apartamentos por andar, quanta gente, quando óleo!Ai repliquei, “imagina se todo mundo depositar esse tanto de óleo que tenho aqui ralo a baixo, aonde vai para!”.
È até engraçado. Não sou o senhor exemplo nem o dono da razão, dei até risada na hora, mesmo sem ter graça nenhuma.
Seres conscientes?! Será?!

sábado, 24 de novembro de 2007

A Foto!











Essa foi uma das coisas que mais me impressionaram esta semana.Com esta foto Spencer Platt ganhou o World Press Photo 2007. A imagem foi publicada na revista Carta na Escola (http://www.cartanaescola.com.br/), da carta capital na semana retrasada. Ela foi tirada após um borbardeio em Beirute, no Libano.vejam e tirem suas proprias conclusões.

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

E ai José?!

Mauricio Freire

“Triiiiiimm”! Toca o relógio, desperta José. Não era um sono profundo, muito menos é madrugada, é sim o sinal, de que o “dead line” está vencendo. Em meio a toques de telefones, gritos e bagunça, ele ainda se mantém estarrecido. A matéria esta pronta, a compreensão não.
Foram minutos de reflexão, sobre horas de uma experiência marcante.
O dia começou cedo, José levantou no horário que é de costume, sem atrasos. Um breve café da manhã antes de ir para o jornal. Sem saber o futuro do dia, lá foi ele mais uma vez. O dia-a-dia em um jornal é imprevisível sempre, surpreendente, às vezes.
A primeira pauta era fria, tranqüila, “barbada” eu diria, se fosse em uma redação nos pampas gaúchos. “Atividade física na terceira idade”, nossa!
No local marcado, entrevista vai, entrevista vem. Eram simpáticas as senhoras com mais de cinqüenta anos. De repente toca o telefone. “Corre”, disse a voz. “Estourou uma rebelião no presidio, está todo mundo lá.”
Já era o dia normal, as próximas horas, ele pensou, seriam atípicas.
E começaram a ser mesmo. Policiais por todos os lados, jornalistas também, gritaria dentro da casa de detenção, ameaças com armas, e ferros pontudos a carcerários e alguns presos feitos de reféns.
O tempo passava e os ânimos ficavam mais exaltados. Presos exigindo direitos, policiais pedindo calma, jornalistas na expectativa. Ameaças constantes, ninguém resolvia nada. Chega então um promotor para fazer a negociação com os detentos, o pedido era único por parte dos presos: “negociamos, só com a imprensa estando junto”.
Foram todos juntos, inclusive José, acompanhar de perto as negociações, que eram feitas na entrada do prédio, no pátio mesmo. Alguns momentos eram confusos, parecia que eles falavam outra língua. Quando parecia que estava tudo certo entre ambas as partes, voltavam às gritarias e discórdias. De lápis e papel na mão, gravador pendurado para captar tudo, fazia seu trabalho. Em poucos segundos a vida, e a memória dele iriam ser marcadas para sempre.
“Vamos soltar” gritou um dos amotinados lá de cima. E é ai que a história muda. Começou pelo braço, muito ensangüentado, com as marcas da violência. José tentava perceber algum movimento que apontasse que o individuo que estava sendo jogado estivesse vivo, mas a percepção disso era difícil. Espremiam o corpo no pequeno espaço da grade. Já eram braços e pernas para fora e a sensação de que aquele homem, que por horas foi violentado, iria ser jogado sem dó nem piedade de uma altura de pelo menos três metros. Maquinas fotográficas e câmeras ligadas, os flashes e os pedidos do promotor por paciência eram as únicas coisas que ecoavam pelos ouvidos de José, perplexo, estarrecido e pasmo diante do que seus olhos enxergavam. A mente imagina as seqüências da cena, a consciência não se conformava. Passou então o tronco do homem por entre as grades, e quando faltava pouco para a queda, vieram os lençóis amarrados ao outro braço do homem e o alivio temporário. Lentamente ele era largado, até a equipe de socorristas que já o aguardavam no chão. Ele não havia morrido, mas as marcas pelo corpo eram tão violentas, que dois dias após ele não resistiria.
As próximas horas foram de mais conflito, brutalidades e após mais de doze horas, tudo terminou. Os presos voltaram para as celas, a policia tomou conta de tudo. E a vida continuou dentro do presídio.
Para José nada mais seria igual. Alem das cenas, durante todo o conflito ele teve um conversa. Encontrou um antropólogo que estuda a as culturas humanas, o homem estava ali estudando a cultura dos presos. Varias eram as perguntas para a qual ele buscava respostas, isso há cinco anos. E batendo papo com José ele ainda avisou: “essa não é a primeira, e não será a ultima vez que vejo isso”.
O que? Quem? Como? Aonde? Quando? Por quê? Eram as respostas que o antropólogo buscava sobre aqueles homens.
Eram as perguntas da qual José, pelo menos dentro da mente, não encontrava respostas.

O porque da escolha do tema:,

Jornalistas e antropólogos percorrem lugares variados e diferentes. Precisam entrar em contato com situações adversas, e pessoas de outras realidades. O que parece tão parecido na pratica se diferencia e muito no resultado. O trabalho do jornalista é objetivo e precisa ser rápido. Os prazos e regras precisam ser obedecidos. Já o antropólogo dispõe de tempo para desenvolver seus estudos, e se aprofundar mais nele.
Isso não quer dizer que o trabalho do jornalista é menos merecedor, mas às vezes é mais injusto. Ele mostra os fatos, enquanto o antropólogo estuda afundo eles.



quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Em uma empresa tem um quadro

Mauricio Freire

Recebi o desafio de procurar por Foz do Iguaçu monumentos que estejam esquecidos pela sociedade e não recebem mais o devido valor que deveriam. Falo desafio porque em uma cidade multiétnica como foz conhecer tudo, é um desafio.
Desde que me mudei para cá, e isso já fazem mais de três anos, conheço lugares que alguns colegas nascidos aqui nem sabiam que existiam. Você conhece, por exemplo, o monumento construído na aduana do Brasil próximo a ponte internacional da Amizade?
Ele foi projetado pelo Arquiteto, considerado um dos melhores do mundo, Oscar Niemeyer e construído para simbolizar a união entre Brasil e Paraguai. Foi inaugurado em 1965 junto com a ponte Internacional da Amizade e afirma em sua placa: “abrindo cominhos mais amplos para o futuro do continente”.
Sem falar dos parques e esculturas esquecidas bem no coração da cidade. Qual o fator que leva estas obras feitas com o dinheiro público caírem no desinteresse da população?Descaso?Indiferença? A vida corrida do dia-a-dia?!!
Para se ter uma do que talvez pudesse ser “pura falta de atenção”.
Em uma empresa tem um quadro. Este quadro fica em frente a uma escada, que dá acesso ao 2º andar do prédio da empresa.Neste andar trabalham oito pessoas que passam varias vezes por dia por este quadro.Quando questionei sobre o que expressava na pintura, duas destas pessoas responderam: “que quadro? Não tem quadro ali?”.
Das seis pessoas que confirmaram conhecer a presença de um quadro em frente às escadas recebi respostas variadas. Do tipo: “a sim, um quadro né? Lembro que tem muitas pessoas, mas não sei o que é”. Ou: “a sim, que tem uma criança e um adulto? É né?”.
Enquanto constatava que ninguém sabia a informação contida no quadro, as pessoas iam as pressas ver o que elas ainda não haviam enxergado. Corri para entrevistar os mais velhos, os chefes da empresa.
Uma das diretoras que trabalha á três anos na empresa, também não soube informar: “lembro de um homem, mas não lembro o que é”.
Quando já estava desanimando da missão fui até o funcionário mais antigo, dez anos de empresa. E ele me respondeu que sabia, e descreveu-me a pintura. Claro que não com todos os detalhes, mas muito mais completa que os outros.
No final o funcionário mais antigo, e um outro que não esta há nem um ano na empresa foram os únicos que souberam responder que tinham não apenas conhecimento do quadro, mas também o que estava contido nele.
A resposta mais plausível que recebi, foi de um dos “chefões” da empresam que me indagou o porquê de as pessoas não pararem para admirar o quadro, disse que “talvez se tivesse em cima uma pequena faixa dizendo quem são os autores seria mais fácil de as pessoas perceberem ele”.
Mas o que acontece com as pessoas? Que não percebem a arte do homem, que parece estar explicando matéria de escola a duas menininhas, bem novinhas. O quadro negro ao fundo, nos dá facilmente a entender que se trata de uma sala de aula, com um professor explicando algo a duas alunas. Em uma pintura que talvez queira mostrar a arte dos mestres, a arte de ensinar e que coincidentemente é o objetivo desta empresa. Nada mais compreensível não é?!
E você?! Já parou para perceber o quadro da sua empresa?

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Sobre o texto de João Rios e Fernanda Corrêa

Concordo plenamente com a idéia dos autores, mas é claro que no Brasil as coisas não funcionam assim, pelo menos na maior parte do publico, que não tem acesso à revistas, jornais e internet.
Para a minoria estes veículos, aliados a Tv aberta e acabo, dão uma maior variedade de fontes de informações e noticias.Quem vive do jornalismo, cada vez mais se prende a esta gama opções.
Na maioria nas redações, a rotina é praticamente a mesma, o que varia, apenas, é a ordem em que às atividades são feitas.
A primeira que coisa a fazer quando o dia começa e ler as noticia do jornal, afinal, ele é o primeiro a aparecer na nossa frente. Um, dois, três... A primeira vista são lidas apenas as manchetes, marcam-se as que, a primeira vista, podem render uma pauta. Seguindo para o computador, aonde serão feitas as pautas, antes do word, é preciso ver a caixa de e-mails.Avalia-se os relesea, e vê se tem algo que também possa virar pauta.Existe também um detalhe, a tv ligada na sala da redação, que também é uma fonte de informação.Por mais que ela passe despercebida com tantos afazeres ela esta ali.
Os sites da internet são o próximo passo, ou tarefa do dia.Abre-se os principais, que são uma escolha da própria pessoa, com algum tempo de profissão, adota-se um roteiro de sites a serem visitados.A internet é um lugar onde podem ser encontradas infinitas pautas.
Depois de jornal, e-mails e tv a internet é a companheira do restante do dia, pelo menos até chegar em casa, onde a distração é assistir o jornal a noite, comprar o que você fez com os outros, ver se dá para aproveitar algumas da idéias, ou ler, que é a melhor coisa para que o trabalho possa render muito mais.